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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Grupo debate arte para reduzir analfabetismo funcional

Crianças na Itália mostram o que aprenderam por meio de pintura.No Brasil, há 29,9 milhões de jovens com menos de 4 anos de estudo.
O 1º Encontro Internacional de Arte e Analfabetismo Funcional, que começa nesta segunda-feira (1º) no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, vai discutir técnicas inovadoras usadas no ensino em diferentes países para tentar diminuir o analfabetismo funcional.
Organizado pela Casa Daros, centro de arte latino-americana em construção na cidade, o seminário pretende revelar todos os pontos de contato entre educação e arte, técnicas criativas que, a olhos mais conservadores, podem parecer experimentais demais.
Existe na Itália uma escola onde crianças de quatro anos criam por conta própria as regras de um jogo com base em elementos estipulados pelo professor. Neles, expressam o que aprenderam por meio de pintura e dança.
Em Portugal, os melhores resultados do ensino fundamental vêm de uma escola sem paredes, sem séries definidas. Os alunos participam da discussão do que vão aprender e decidem quando estão prontos para testes.
No país, existem hoje 29,9 milhões de pessoas com mais de 15 anos que têm menos de quatro anos de estudo. São classificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Educação como analfabetos funcionais - não conseguem interpretar o que lêem nem escrever o que pensam.
“Essa limitação impede que a pessoa possa continuar aprendendo e que crie um espaço de ação na sociedade”, define o cubano Eugenio Valdés Figueroa, diretor de arte e educação da Casa Daros. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Em lan house, uma hora de leitura vale uma hora de internet


Projeto, que funciona no Ceará, foi finalista de prêmio de leitura.Idéia é incentivo para que crianças e jovens tenham contato com livros.

A criança ou o jovem quer ficar uma hora na internet? Tudo bem. Basta ler um livro antes por uma hora, ali mesmo, na Bila - Biblioteca com lan house, que funciona na comunidade de Pirambu, bairro de Fortaleza (CE).
"A idéia é incentivar a leitura. Para usar o computador, não há taxa. A pessoa só precisa ler um livro pelo tempo correspondente ao que ela quer passar na frente do computador", afirma Mauro Oliveira, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet-CE) e idealizador do projeto Pirambu Digital , que deu origem à Bila.
“E a pessoa não tem nem como fingir que fez a leitura, porque, ao final, ela precisa entregar um resumo do que leu para o monitor da biblioteca”, conta Oliveira. A iniciativa chamou a atenção fora do Ceará. A Bila foi um dos 15 projetos finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008, iniciativa do Ministério da Educação, do Ministério da Educação e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). A premiação ocorreu em São Paulo há duas semanas.
Segundo Oliveira, o Pirambu Digital é uma cooperativa formada em 2003 por ex-alunos do Cefet que moram na região. Hoje, eles trabalham com tecnologia de ponta e se preparam para expandir as suas atividades: em breve, terá início a Pirambu Wireless. "O interessante é que esses jovens se mantiveram no bairro, que virou um verdadeiro Vale do Silício em Fortaleza", empolga-se Oliveira.

CNPq: projeto para alunos negros é um dos vencedores

Depois de participar de um cursinho pré-vestibular no Instituto Cultural Steve Biko que em 1999 recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça Sheila Regina Pereira entrou na Universidade Federal da Bahia para o curso de estatística.
Sheila diz que na universidade percebeu que os jovens negros como ela estavam presentes em cursos de menor prestígio e status social. A partir daí, ela resolveu voltar ao instituto que a ajudou a ingressar no ensino superior para dar sua contribuição e ajudar a mudar essa realidade.
"No instituto eu aprendi que o seu crescimento pessoal só vem quando você ajuda os outros a crescerem também", explica.
Foi então que ela passou a fazer parte do projeto Oguntec, que acompanha 35 estudantes de escolas públicas a partir do momento em que eles entram no ensino médio até o vestibular.
A pesquisa apresentada por Sheila sobre o Oguntec foi à vencedora da categoria Graduado do 23º Prêmio Jovem Cientista, divulgada nesta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq).
Como coordenadora pedagógica do projeto, Sheila conta que, além das disciplinas escolares cobradas no vestibular, os adolescentes de 16 a 21 anos têm aulas sobre consciência negra e educação científica a fim de despertar o interesse pela ciência e pelos cursos ligados à tecnologia, ciências da saúde.
"No ano passado, terminamos o ano com 25 estudantes, porque muitos foram obrigados a deixar o projeto ao longo do tempo. Mas todos os que permaneceram passaram em vestibulares em universidades particulares. O nosso objetivo agora é fazer com que eles entrem nas universidades públicas. Três deles conseguiram", conta.
Segundo ela, a maior dificuldade é suprir o déficit que os alunos trazem do ensino fundamental.

Vencedores do Jovem Cientista recebem prêmios em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira da entrega do 23º Prêmio Jovem Cientista que, este ano, teve como tema Educação para Reduzir as Desigualdades Sociais. Foram distribuídos prêmios em cinco níveis: graduado, estudante do Ensino Superior, estudante do Ensino Médio, mérito institucional e menção honrosa.
Os prêmios variam de R$ 7 mil a R$ 30 mil. Os primeiros colocados ganham ainda bolsa de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As pesquisas vencedoras serão publicadas em um livro, distribuído para centros de pesquisa, universidades e instituições públicas e privadas.
Na cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, reafirmou que o investimento em pesquisa está entre as prioridades do governo Lula e citou, como exemplo, a implantação de 10 novas universidades e 89 extensões universitárias.
A primeira colocada na categoria graduado foi à estudante Sheila Regina dos Santos Pereira, da Universidade Federal da Bahia. Na categoria estudante de Ensino Superior, o primeiro prêmio ficou com Terezinha Cristina da Costa Rocha, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Já Júlia Soares Parreiras, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, ficou com o primeiro prêmio na categoria estudante de Ensino Médio.
No próximo ano, o Prêmio Jovem Cientista terá como tema: “Energia e Meio Ambiente, Soluções para o Futuro”.

SP: secretaria implanta projeto de alfabetização

A partir desta semana, um novo projeto de recuperação de aprendizagem da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo será implantado. Com o objetivo de alfabetizar estudantes de 1ª série do Ensino Fundamental, o reforço será aplicado em todo o Estado até o fim do ano letivo.
De acordo com a secretaria, a recuperação terá duração de cerca de 30 dias em todas as escolas estaduais que ainda abrigam estudantes não alfabetizados.
Os alunos, geralmente com sete anos de idade, passarão a ser atendidos pelos professores que já têm experiência com este tipo de ensino.
"Vamos concentrar esforços neste fim de ano para alfabetizar os alunos já na série inicial do Fundamental. É importante que a base da educação seja dada corretamente já aos sete anos", afirmou a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Segundo dados do último Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), realizado em 2007, o Estado tem apenas 12% dos alunos em 2ª série do Fundamental sem alfabetização, o que representa um dos melhores índices do Brasil.

Programa prevê energia elétrica em escolas até 2010


Uma das metas para 2010 do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) é que todas as escolas públicas do País tenham energia elétrica. O projeto elegeu 40 programas como prioritários para melhorar a qualidade educacional do Brasil.
No início deste ano, havia 21 mil escolas na zona rural sem energia elétrica. Atualmente, esse número reduziu quase a metade, mas 11 mil ainda funcionam sem luz.
A Escola Municipal Canto Escuro, em Barras, Piauí, é uma das unidades de ensino beneficiadas este ano. A energia elétrica vai permitir, por exemplo, a instalação de bebedouros com água gelada. Até então, os 60 alunos que a escola abriga bebiam água retirada de poços ou cacimbas, muitas vezes quente.
Outras 25 escolas públicas da zona rural do município aguardam o benefício. "Ainda vivemos aqui na idade da pedra lascada. Não podemos levar nenhuma novidade para a sala de aula, como um retroprojetor, coisa que ninguém usa mais na época do datashow", comenta a secretária municipal de educação, Maria Lourdes Morais.
Em algumas escolas sem luz elétrica, são utilizadas placas de energia solar, mas a produção, na maioria das vezes, é suficiente apenas para iluminar as salas para as aulas noturnas.
"Precisamos chegar a essa universalização de todas as escolas com energia elétrica para modernizar a rede de ensino. Os alunos precisam ter acesso à Internet de banda larga", afirmou Antônio Carlos Alves Carvalho, representante do Ministério da Educação no Programa Luz para Todos, realizado em parceria com o Ministério de Minas e Energia.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Alunos experimentam ostras em merenda em SC


Testes alimentares são feitos com 800 crianças da rede pública.Medida deve ajudar produtores locais e combater obesidade infantil.
Escolas municipais de Florianópolis começaram a testar, na quarta-feira, a proposta de oferecer ostras na merenda. O molusco, no entanto, só poderá fazer parte do cardápio das escolas se 85% dos alunos aprovarem, de acordo com determinação prevista em uma lei. O teste alimentar é uma experiência inédita no Brasil e começou com os alunos da escola Luiz Cândido. Na quinta-feira e nesta sexta-feira, escolas dos bairros Itacorubi, Coqueiros, Canto da Lagoa e Ribeirão da Ilha experimentam a novidade. Mais de 800 alunos participam dos testes. De acordo com o secretário municipal de Educação, Joaquim Pinto da Luz, há cerca de 20 anos, as ostras eram uma raridade em Florianópolis. Nas últimas décadas, no entanto, pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Santa Catarina e o incremento do cultivo de ostras de cativeiro transformaram a cidade no maior pólo produtor do molusco do país.

Combate à obesidade infantil
A experiência nas escolas é resultado de uma parceria entre o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis e a Secretaria Municipal de Educação. Segundo o presidente do instituto, Edson Lemos, a iniciativa ajudará os maricultores locais a escoar a produção. ‘’Essa proposta abre um novo mercado para os produtores locais e vai ajudar no combate à obesidade infantil, já que a ostra é um alimento de baixa caloria’’, afirma. Se a aceitação for boa por parte dos estudantes, a ostra deverá entrar na alimentação escolar já no próximo ano. A intenção é adquirir dos produtores locais cerca de 700 quilos do molusco por mês (sem casca), o que representará na cadeia produtiva a comercialização de quase sete toneladas de ostras por ano.

Merenda do interior de Pernambuco terá escondidinho de tilápia


Cinco municípios usarão peixes para aumentar o consumo do alimento.Ainda estão previstos arrumadinho de peixe e baião de dois com pescado.
Arrumadinho de peixe, escondidinho de tilápia e baião de dois com peixe (baião de três). Os pratos típicos da culinária nordestina trocaram a carne pelo pescado e estarão presentes no cardápio de algumas escolas públicas do interior de Pernambuco em 2009. A informação é da assessoria de imprensa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O novo “menu” faz parte da segunda etapa do Programa de Inclusão do Pescado na Alimentação Escolar. Cinco municípios terão a novidade. Na primeira fase do programa, durante este ano, o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar da Universidade Federal de Pernambuco (Cecane/UFPE) promoveu a capacitação em 21 municípios do interior de Pernambuco.
Os treinamentos foram voltados para pescadores, merendeiras, nutricionistas, conselheiros de alimentação escolar e gestores públicos. “A intenção é oferecer aos alunos um produto de alto teor protéico”, afirmou José Claudenor Vermohlen, subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. “Os pescadores aprenderam a manipular o pescado e as merendeiras gostaram de trabalhar com o peixe logo de início, apesar das reclamações sobre o cheiro”, brinca Sônia Lucena, coordenadora do Cecane. A idéia é ampliar o projeto para mais 20 municípios do litoral pernambucano. O programa é uma parceria entre o FNDE e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap).

ProUni oferece mais de 95 mil bolsas integrais


Este ano, o Programa Universidade para Todos (ProUni) oferece 95.694 bolsas de estudos integrais para estudantes de baixa renda e outras 60.722 com 50% do valor da mensalidade custeado. Somente nos quatro primeiros dias, 185 mil candidatos se inscreveram.
Os estudantes interessados em participar do Programa Universidade para Todos (ProUni) poderão se inscrever, até o dia 12 de dezembro, no site do Ministério da Educação (Mec) - www.mec.gov.br.
De acordo com informações do Mec, para concorrer às bolsas, o estudante deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2008 e obtido média de no mínimo 45 pontos entre as notas da prova objetiva e de redação.
No momento da inscrição, o candidato precisa ter os números do Enem de 2008 e do CPF. É necessário também atender a outros critérios. Entre eles, ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, em escola particular.
Para concorrer, o aluno deverá comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,15). Para as bolsas parciais, a renda familiar por pessoa deve ser de até três salários mínimos (R$ 1.245).
Redação Terra.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Educação não é mercadoria", diz especialista.

O Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb), também chamado de "SPC das Escolas", é uma lista de inadimplentes criada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e pela Check Check. O site já esta funcionando e poderá ser acessado por escolas de todo o país. Quem tem filho matriculado em escola particular ou é universitário e, por algum período, ficou devendo à instituição poderá entrar para a lista de devedores.
O estabelecimento de ensino pode negar o ingresso caso consulte o histórico do aluno interessado em se matricular e veja que já houve algum problema de pagamento, como a emissão de um cheque sem fundo.
A professora de psicologia social e educacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ana Bock acredita que estas atitudes reduzam a escola à simples transmissoras de conhecimento quando, na verdade, elas têm um papel fundamental na formação do ser humano social. "Infelizmente cada vez mais as escolas se assemelham às empresas. A educação não deve ser pensada como uma mercadoria, pois não existe um produto a se comprar. Os maiores prejudicados sem duvida nenhuma são os alunos, pois fazem parte desta sociedade. Este é um retrocesso muito grande no processo educacional", diz a professora.
Segundo Ana Bock, as crianças e adolescentes não têm responsabilidades sobre o não pagamento das mensalidades. A escola deve ter a habilidade de fazer as cobranças sem afetar os estudantes.
"Cobrar o processo educacional é justo e necessário. O que transforma o processo em mercadoria é colocar o interesse financeiro acima do interesse em transmitir conhecimento e formar cidadãos", afirma a professora.
Ainda de acordo com Ana Bock a escola não pode permitir uma iniciativa que resulte em humilhação e em situações de vergonha para o aluno, não pode fazer parte de um projeto de violência social. A instituição deve buscar meios de cobrança adequados à sua função social.

Conferência vai discutir modelo da educação indígena


O Brasil tem quase 200 mil estudantes indígenas na educação básica, que freqüentam 2,5 mil escolas em todo o país, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). No entanto, o modelo de ensino aplicado nas aldeias não atende às especificidades dos conhecimentos tradicionais e esbarra na falta de estrutura das escolas e na divisão de competência entre as três esferas de governo. Para tratar essas questões, o MEC organiza para setembro de 2009 uma conferência nacional.
Além de integrantes dos 225 povos do País, que têm vagas garantidas, o ministério quer reunir representantes de governos e de organizações da sociedade, cerca de 600 pessoas. Os encontros preparatórios começam em dezembro deste ano, com pais, alunos, professores e liderança indígenas, nas próprias escolas.
De acordo com o coordenador de Educação Indígena da Secretaria de Educação e Diversidade (Secad) do MEC, Gersem Baniwa, a conferência abordará principalmente a construção de um modelo educacional que contemple as tradições e o calendário indígena. "Não se trata de criar leis ou modelos administrativos, mas atender aos princípios de interculturalidadde que já estão previstos em lei."
Para Baniwa, as escolas indígenas devem seguir um projeto pedagógico próprio, que integre a vida das comunidades, valores e conhecimentos tradicionais aos conhecimentos científicos. "A educação indígena não pode ser organizada por séries, disciplinas, carga horária e ano letivo. Esse modelo não diz respeito à realidade indígena", afirmou ao lembrar os feriados nacionais em contraposição ao calendários de festas, rituais e pescarias.
O projeto pedagógico de uma escola indígena, destacou o coordenador, também deve privilegiar professores com conhecimentos específicos das etnias, como a língua, e que estejam preparados para lidar com toda a diversidade das comunidades, especificamente na educação. "Isso é uma coisa, séria e urgente. Os concursos públicos não atendem essa demanda", acrescentou.
Os encontros preparatórios para a 1º Conferência Nacional de Educação Indígena começam em dezembro, com a mobilização das escolas. Depois haverá 18 encontros regionais, com representantes de governos e da sociedade, em geral. O primeiro reunirá cerca de 25 povos da região do Rio Negro, na cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM).

Lula defende educação sexual sem 'hipocrisia religiosa'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta noite que a educação sexual deve ser tratada sem "hipocrisia religiosa" no País e defendeu a abordagem do tema nas escolas públicas. Ele participou da abertura do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no RioCentro, na zona oeste da capital fluminense.
Segundo o presidente, os jovens precisam ser educados sexualmente com a metodologia correta para não aprenderem "de forma animalesca nas ruas". "É preciso convencer os Estados de que não existe nenhuma lógica de não ter educação sexual nas escolas a partir dos 10 anos de idade", destacou.
Lula disse ainda que a exploração sexual de crianças e adolescentes não é um tema ligado apenas às camadas mais pobres. O presidente criticou a exibição de cenas sensuais na televisão em horários inadequados e cobrou das emissoras mais programas educativos. "Quantos programas culturais nós temos nas televisões?", questionou.
O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia. Também participaram da abertura do Congresso a rainha da Suécia, Sílvia Sommerlath, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, entre outras autoridades.
O evento acontece até o dia 28 e vai contar com delegações de 114 países. Cerca de 3 mil pessoas devem passar pelo RioCentro, sendo 300 adolescentes. As edições anteriores ocorreram na Suécia e no Japão. O Congresso é promovido pelo governo brasileiro e em parceria com entidades como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Texto:Ernani Alves

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Escolas abrem nas férias para alimentar alunos


Escolas com os portões abertos e cheias de crianças, durante todo o período de férias escolares. Uma cena difícil de imaginar, mas que está virando realidade em 16 escolas municipais de ensino fundamental em Serra, município da região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Elas fazem parte do Programa Especial de Alimentação Escolar nas Férias, uma iniciativa da prefeitura para garantir alimentação adequada para mais de 3,5 mil crianças carentes.
O Secreário Municipal de Educação, Gelson Junquilho, explica que o objetivo é diminuir a carência nutricional de crianças e jovens das comunidades mais carentes do município. A iniciativa também faz parte de uma rede de proteção social que visa a afastar crianças e adolescentes da criminalidade. "Com essa refeição, as crianças acabam passando o dia perto da escola, brincando e se divertindo. Isso as mantêm afastadas de traficantes e criminosos", afirma o secretário.
Durante o período de férias escolares, serão servidas mais de setenta mil refeições, nas seguintes unidades: EEF Profª. Amélia Loureiro Barroso e EEF Leonel Brizola, em Jacaraípe; EEF Manoel Carlos de Miranda (José de Anchieta), EEF Prof. Darcy Ribeiro e EEF Leonor Miguel Feu Rosa, em Nova Almeida; EEF São Marcos (São Marcos), EEF Cascata (Cascata), EEF Aldary Nunes (Serra-sede), EEF Irmã Dulce (Parque Residencial Tubarão), EEF Ismênio de Almeida Vidigal (Planalto Serrano), EEF Antônio Vieira de Rezende (Central Carapina), EEF João Paulo II (Bairro Boa Vista), EEF Divinópolis (Divinópolis), EEF Padre Gabriel (Jardim Carapina), EEF Herbert de Souza (Colina da Serra) e o CEI Meninos com Jesus (São Marcos II). As refeições serão servidas das 11h às 12h.

Aprovada limitação de meia-entrada para estudantes e idosos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, por unanimidade, o projeto da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que assegura a meia-entrada, para estudantes e pessoas com mais de 60 anos, em salas de cinema, espetáculos de teatro e circo, museus, parques e eventos educativos, esportivos e de lazer.
Os parlamentares também mantiveram a proposta da relatora que limita a venda de ingressos pela metade do preço a 40% do total de ingressos oferecidos ao público.
Proposto pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR), o projeto também autoriza a criação do Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da Meia-Entrada e da Identificação Estudantil. O órgão, a ser criado pelo Executivo, terá a responsabilidade de definir os critérios para padronização e distribuição da identidade estudantil, entre outras atribuições.
Aprovado em decisão terminativa na CE, a matéria segue para a apreciação da Câmara dos Deputados caso não seja apresentado recurso para sua votação pelo Plenário do Senado.
"Não é preciso ter cotas. Consideramos isso nocivo, porque não haverá mecanismos de fiscalização para quando uma venda de ingressos atingir a cota", disse a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf.
Empresários e artistas, no entanto, se mostraram favoráveis às cotas para venda de ingressos em espetáculos. A reunião desta terça-feira contou com a presença de vários representantes que pressionaram a aprovação do projeto, em tramitação no Senado há três anos.Alguns parlamentares passaram pela comissão apenas para cumprimentar Wagner Moura e Christiane Torloni. Além de estabelecer cotas, a norma cria um conselho de fiscalização e determina que apenas a Casa da Moeda emita as carteirinhas com permissão para a meia-entrada.

Unesco alerta para o atraso na garantia da educação


A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou um alerta nesta terça-feira sobre o grande atraso dos governos no objetivo de fazer com que toda a população mundial tenha acesso à educação em 2015 e afirmou que milhões de crianças estão "condenadas a viver na pobreza".
A Unesco advertiu que o problema consiste em que os governos não fizeram o suficiente no combate às desigualdades na educação, apesar de terem prometido em 2000 que as terão superado em 2015.
No documento, divulgado em Paris e apresentado simultaneamente em Genebra e Santiago do Chile, se destaca que o acesso à educação ainda depende de "inaceitáveis desigualdades" fundadas na renda, no sexo, na etnia ou no local de residência.
Por isto, em 2006 (último ano do qual se têm dados) havia 75 milhões de crianças - 55% meninas - sem escolarização e 776 milhões de adultos - dois terços mulheres - analfabetos.
Esta é a principal conclusão do Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2009.
No estudo é dito que os especialistas da Unesco consideram que, caso a tendência atual seja mantida, haverá em 2015 pelo menos 30 milhões de crianças sem escolarização e 700 milhões de adultos analfabetos.
A Unesco afirma que a "indiferença política", os Governos e o "fracasso dos doadores" são parcialmente culpados por isto.
Do lado dos progressos alcançados, o relatório destaca o aumento do índice de escolarização nos países em desenvolvimento, que passou na África Subsaariana de 54% em 1999 para 70% em 2006, e no sudeste e oeste da Ásia de 75% para 86%.
Na América Latina o relatório constata que a maior parte dos países já conseguiu universalizar o ensino primário, enquanto acontece uma expansão do ensino pré-escolar, secundário e superior.
A Unesco destaca o "exemplo encorajador" dos programas impulsionados no Equador, no Brasil e no México "de transferência de renda" às famílias mais pobres.
A estratégia para enfrentar o desafio mundial educacional é, segundo os autores do relatório, atuar o mais rápido possível e destinar a ajuda externa voltada à educação para os grupos mais vulneráveis e desfavorecidos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Escotismo ajuda na educação de crianças e jovens

O Movimento Escoteiro foi fundado por Baden-Powel, em 1907, em um acampamento experimental na ilha de Brownsea, na Inglaterra. O objetivo do movimento era educar os jovens e estimular o bom caráter por meio de ações que agregassem valores à vida dos envolvidos na forma de trabalho voluntário às comunidades. Hoje, mais de 100 anos depois, o escotismo está presente em 150 países e é considerado a maior congregação de jovens do mundo com 25 milhões de participantes.
"A missão do escotismo é contribuir para a educação dos jovens por meio de um sistema de valores que ajudam a construir um mundo melhor, no qual as pessoas se realizem como indivíduos e desempenhem um papel construtivo na sociedade", explica a presidente do 1º Grupo de Escoteiros São Paulo, Inês Pacheco. "Isto faz com que, cada vez mais, os pais percebam no movimento um aliado na formação de seus filhos", complementa.
Os escoteiros realizam diversos trabalhos nas comunidades em que estão inseridos, bem como cooperam com ONG's, amigos, vizinhos, associações locais, grandes empresas e outras organizações.
"O propósito destas atividades é contribuir para que os jovens assumam o desenvolvimento do seu próprio caráter, das suas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais como cidadãos responsáveis e úteis no meio em que vivem", acrescenta Inês.
"Os escoteiros trabalham em cima de valores, a equipe está sempre em primeiro lugar. Os jovens e também as crianças refletem esses ensinamentos na escola e no relacionamento com os colegas", comenta a presidente. O lema dos escoteiros no Brasil é "Escotismo, criando um mundo melhor". Estima-se que existam aproximadamente 100 mil escoteiros no País, dos quais 30% estão no Estado de São Paulo.
Responsabilidade e cooperação"Para quem não conhece o movimento, ele pode ser visto apenas como um passatempo. No entanto, os jovens aprendem, entre outros valores, cidadania, disciplina, respeito à natureza e religião", finaliza Inês.
De acordo com Mariana Paula Resnik mãe de dois escoteiros, Geovana, 15 anos e Moreno, 12 anos, o grupo auxilia no desenvolvimento da socialização. Os escoteiros também trabalham muito o respeito ao próximo.
"Com a participação no grupo, os jovens desenvolvem competências importantes. Percebo que minha filha ficou mais independente na escola e o interesse por atividades como esportes ao ar livre aumentaram. As atividades em grupo também foram favorecidas", diz Mariana.
"Nos tempos de hoje é bom resgatar valores importantes para o desenvolvimento do ser humano e o escotismo trabalha muito alguns valores importantes para a nossa sociedade. O respeito ao próximo e também o respeito à natureza", complementa.
A psicóloga e psicopedagoga Maria Rita Freitas Silva recomenda a participação nesses grupos. "Os jovens e também as crianças lidam melhor com os limites; nos escoteiros eles apreender a dividir tarefas e fortalecem as relações de ajuda, muito importantes para a vida escolar. O grupo de escoteiros favorece muito as crianças com dificuldades de relacionamento, pois nele as crianças apreendem a trabalhar em grupo", diz a psicóloga.
Segundo a psicóloga, não é difícil vermos crianças que têm grandes dificuldades de relacionamento, esse é um reflexo da falta de limites, disciplina e regras, valores esses que norteiam o grupos de escoteiros.
Maria Rita acrescenta que é nesta época da vida que desenvolvemos os relacionamentos interpessoais, a liderança e a socialização. Nos dias de hoje, muitas vezes por falta de tempo, os pais transferem a educação dos filhos para a escola, no entanto sabemos que as escolas não devem e nem estão preparadas para assumir está responsabilidade sozinhas.
O movimento de escoteiros, portanto, contribui para a educação e para a formação do caráter trabalhando valores importantes para o crescimento pessoal da criança e dos jovens. Nos dias de hoje, em que os pais passam cada vez menos tempo com seus filhos, são muito importantes ações que colaborem com essa formação. No entanto, esses valores também devem ser reforçados em casa para que no futuro estes jovens se tornem adultos com valores e virtudes.

Encontro Internacional Arte e Educação inicia amanhã

O Centro Cultural Banco do Brasil realiza, a partir de amanhã, o Encontro Internacional de Arte/Educação como Mediação Cultural. O evento é patrocinado pela Petrobrás e tem como objetivo discutir, analisar, categorizar e ampliar as práticas da Arte/Educação como Mediação e ainda difundir as inúmeras possibilidades de integração com a comunidade através da Arte.
Segundo a coordenadora do encontro Ana Mae Barbosa, a transformação do Ensino da Arte ocorrida nos anos 90 no Brasil partiu das experiências de arte educação em um museu, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e desde então os museus vêm se empenhando em oferecer serviços educativos que levem a pensar e que não se restrinjam a meras visitas guiadas.
"Não temos ainda cursos universitários que preparem educadores de museus e centros culturais. Os próprios educadores vêm se reunindo em redes de discussão e aprimoramento. Este encontro potencializará as conquistas que têm sido feitas na área de Educação em Museus. É uma oportunidade promover o diálogo entre educadores de todo o país e com especialistas do exterior", afirma a arte educadora.
Segundo Ana Mae, esse diálogo muito contribuirá para o desenvolvimento dos estudos e da prática dos educadores de museus, já que estes são laboratórios para o ensino da Arte e pode construir uma maior articulação com as comunidades e escolas.
O encontro tem a finalidade de discutir e alertar para dados recentes do IBG que são assustadores, 92% dos brasileiros nunca foram a um museu e 93,4% dos brasileiros jamais freqüentaram uma exposição de arte. O encontro é gratuito e aberto ao público em geral.
EncontroA abertura do encontro será feito com uma mesa redonda. A partir do segundo dia palestras e mesas redondas temáticas, seguidas de grupos de discussão com todos os participantes sobre os temas geradores que são de importância na Nova Política Social para o Brasil, eixo Cultura 2007/2010.
Os debates com temas geradores baseados nas experiências em educação em museus, nos problemas levantados no Seminário Internacional de Mediação Cultural e Social CCBB¿SP 2004 e nas deliberações da Política Cultural do MINC substituirão as tradicionais Comunicações.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail seminariodearteeducacao@sapotieventos.com.br.
Redação Terra

MEC divulga boletim de desempenho do Enem 2008

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 já estão disponíveis para consulta pela Internet. A partir da próxima semana, os estudantes receberão o boletim pelos Correios.

Para ver as notas é necessário fornecer a senha obtida na inscrição. É possível consultar as médias alcançadas na parte objetiva e na redação.
As notas na prova objetiva do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caíram 19,1% do ano de 2007 para 2008, passando de 51,52 pontos para 41,69 pontos, em 100 pontos possíveis. Na redação houve aumento de 5,5% nas notas dos estudantes brasileiros na avaliação, de 55,99 para 59,06.
A avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), é composta por uma parte objetiva, com 63 testes de múltipla escolha, e por uma redação. Neste ano, o tema abordado na dissertação foi o desmatamento.
Entre os concluintes o melhor desempenho na prova objetiva ficou com o Distrito Federal, com média de 45,39 pontos.
Seguem em segundo e terceiro lugares o Rio Grande do Sul (43,32 pontos) e o Rio de Janeiro (43,29 pontos). São Paulo aparece na quinta posição da lista com (43,01 pontos). O pior desempenho ficou com o Amazonas, que teve 33,48 pontos.
O melhor desempenho obtido na redação foi do Rio Grande do Sul, com 62,24 de média. Ele é seguido do Distrito Federal, com 60,62 e de Santa Catarina, com 59,89 pontos.
O Rio de Janeiro aparece na quinta posição, com média de 59,68 e São Paulo aparece em sétimo lugar, com 59,17 pontos. O pior estado foi Alagoas, com média de 55 pontos.
Média Geral dos EstadosO melhor desempenho do País no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 foi dos estudantes gaúchos. O Rio Grande do Sul obteve a maior média geral dos estados (concluintes e egressos). A média das notas dos alunos na prova objetiva foi de 45,06 pontos quatro acima da média nacional.
O segundo lugar ficou com São Paulo, cujo desempenho médio no mesmo teste foi de 44,86, seguido por Santa Catarina, com 44,19 pontos. O pior resultados foi registrado entre os 46 mil participantes do Amazonas, com média de 34,56 pontos. Eles são seguidos pelos estudantes de Alagoas, com 34,76, e Tocantins, com 34,92.
Redação Terra

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Campanha de Alfabetização mobiliza Santa Catarina


Na última sexta-feira, dia Nacional da Alfabetização, encerraram as inscrições para as aulas do Santa Catarina Alfabetizada. Um dia antes do término, as escolas públicas já cadastraram quase seis mil pessoas e quatro mil educadores no programa realizado em parceria com Ministério da Educação, que está liberando recursos na ordem de R$ 50 milhões para a capacitação e remuneração dos professores.
Com 94,8 % da população alfabetizada, o Estado não mede esforços na erradicação do analfabetismo. Para promover o acesso à escolarização de 5,06% dos catarinenses que não sabem ler e escrever, a Secretaria da Educação desenvolve uma política de alfabetização mobilizando escolas públicas, prefeituras municipais, empresas, universidades e organizações representativas da sociedade. Participam ainda da campanha entidades ligadas ao setor de mídia que divulgam a iniciativa buscando o engajamento da comunidade alfabetizada, chamando-a a participar do processo, para que matriculem amigos, vizinhos, parentes e funcionários nas aulas de alfabetização.
O secretário Paulo Bauer destaca que a união de esforços pode mudar o quadro do analfabetismo e colocar Santa Catarina no topo do ranking nacional como o Estado mais alfabetizado da Federação. “Se existisse um só analfabeto já valeria a pena manter este projeto”, afirma. A meta do programa é alfabetizar, até 2010, cerca de 230 mil pessoas analfabetas no Estado, segundo dados do IBGE. Como ponto de partida, a Secretaria da Educação pretende matricular, até o próximo ano, 80 mil; em 2009 inscrever mais 80 mil, e por fim, em 2010, 65 mil.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ESCOLA POPULAR NOVOS ALAGADOS


Vera Lazzaroto é uma professora que trocou um confortável apartamento no Rio de Janeiro por uma palafita em Alagados, periferia de Salvador/BA. Na bagagem o sonho de implantar a “Escola Popular Novos Alagados“, surgida numa palafita de 60 metros quadrados. Após 30 anos, são três escolas comunitárias, creche, duas bibliotecas, filarmônica, centro profissionalizante, banco comunitário e o Clube Erê, apoiados por verbas governamentais e doações. Quase duas mil pessoas beneficiadas diretamente, mais de 10 mil crianças e adolescentes já passaram por lá, o que fez o índice de analfabetismo despencar de 74% em 1974 para 0,8 % em 2004. Ela é Mestre em Educação pela UFBA, mas também Mestre em Poética, tinha que ser, pela UFRJ. Foi eleita pela UNESCO como representante da América Latina dos professores em situação de risco: “Meu desafio era descobrir nas crianças da favela as mesmas competências das outras crianças. E isso está provado”. Afora todos os links que aqui coloco para quem quiser viajar mais neste sonho, acrescento que ela criou e alfabetizou os dois filhos em Alagados. Certa feita, quando a filha teve que estudar em outra escola, ela perguntou: “Minha filha, quando você chegar lá na outra escola, e os coleguinhas perguntarem por que você mora em uma favela, o que você vai dizer ?”. A filha respondeu: “Porque minha mãe quer que todas as crianças tenham uma escola e uma casa boa”.